segunda-feira, 22 de junho de 2009

Vive melhor quem samba: mostra sua face social.


Por Cristiane Almeida - Jornalista



O projeto “Vive melhor quem samba” foi idealizado pelo sociólogo e músico Cosme Elias. O objetivo do projeto não é somente desenvolver um trabalho de aula de percussão, mas ir além, mostrar a história do carnaval, a importância social do gênero samba enquanto instrumento de afirmação. Como afirma seu idealizador e fundador: “O próprio nome já traduz este sentimento, pois trata-se de uma música do compositor portelense Candeia, chamada ‘Viver’, onde ele diz: ‘eu digo e até posso afirmar: vive melhor quem samba...’. Então, é importante que os jovens de hoje saibam que pra se chegar onde o samba chegou, muita gente lutou por isso, se doou, correu da polícia, venceu barreiras e preconceitos, são os nossos baluartes que não devem ser esquecidos, resgatar estes nomes, é resgatar a própria história brasileira, este é não somente o objetivo, como também nosso maior sonho”. Além das aulas de percussão, o coordenador do projeto, Cosme Elias, pretende introduzir gradativamente outros instrumentos de percussão, cordas e aulas de teoria musical.

Resultados: o projeto funciona há um ano e neste período se apresentou pra mais de duas mil pessoas em várias apresentações, incluindo as cidades de Leopoldina e Visconde do Rio Branco. Em sua página de vídeo na internet www.youtube.com.br/cosmeelias foram registrados mais de mil acessos. “O momento mais emocionante de nossas apresentações foi no Dia Nacional da Juventude, DNJ, que aconteceu na Praça de Esportes em Ubá. Com apenas um grupo reduzido de 15 ritmistas conseguimos colocar mais de mil pessoas pra sambar, todos eles jovens, foi surpreendente ver que um gênero que não tem espaço na mídia consegue envolver tanto as pessoas. O samba é contagiante mesmo, e só vem a comprovar que as pessoas gostam, mas infelizmente, nem a mídia e nem o poder público se deram conta disso,” diz Cosme Elias.

As dificuldades: embora o resultado seja satisfatório, não só do ponto de vista musical, mas também social, pois o trabalho é feito com um tipo de público que não tem oportunidade, de baixa auto estima e sem acesso ao meios para desenvolverem seus talentos. Fora isso, tem o custo dos instrumentos, transporte e a manutenção. “Fora os apoios iniciais, ainda não conseguimos outros interessados em desenvolver o projeto. A classe empresarial ubaense ainda não se deu conta de seu papel, ao que parece, termos como responsabilidade social e empresa cidadã, são ignorados. Um projeto desses pode ser responsável pelo retorno do carnaval da cidade, aí é mais dinheiro que vem e menos que sai, o carnaval desenvolve a economia, a empresa que se associa a um projeto desses tem em mãos uma grande estratégia de marketing. Mas infelizmente tantos as empresas particularmente ou suas corporações que as representam não se deram conta que não basta apenas desenvolver a cidade economicamente, mas intelectualmente também”.

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Um comentário:

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